S.M.S. – A LIDERGIA® para o trabalho em equipe Parte 9 – A inteligência do coração

Nos dias atuais muito se tem falado sobre o coração. Independentemente da cultura, da idade das pessoas ou da religião, você escuta, quase diariamente, coisas como: “siga o seu coração”, “conecte-se ao seu coração”, “lidere a partir do seu coração”, “consulte o seu coração”.

Sempre escutamos que que o coração é o local onde se assentam a sabedoria, o amor e a chave que nos conecta à vida. O coração também é citado como a sede das emoções, da consciência e por onde a coragem se manifesta.

Certamente, se Aristóteles, um dos grandes filósofos da Grécia antiga, fosse ainda vivo, um grande sorriso estamparia sua face. Isto porque ele pensava e acreditava que o coração era o verdadeiro centro da inteligência, e não o cérebro.

Entretanto, uma grande maioria de pessoas sequer sabe o significado que se dá ao coração nos dias de hoje.

Muitos acreditam que o papel do coração seja apenas bombear o sangue para todo o corpo, contribuindo para que vida e saúde sejam mantidas. Mas, novas pesquisas têm mostrado que este órgão é muito mais do que isso:

– o coração nos envia constantemente sinais intuitivos e emocionais que nos ajudam a governar nossas vidas;

– o coração dirige e alinha muitos sistemas corpóreos, de tal forma que funcionem em harmonia;

– o coração mantem uma comunicação constante com o cérebro. O “cérebro do coração” e o nosso sistema nervoso retransmite informações para o cérebro, o que cria um sistema de comunicação em mão dupla entre os dois órgãos;

– o coração é quem toma a maioria das nossas decisões conscientes;

– o coração começa a bater, no feto, antes da formação do cérebro;

– o ser humano desenvolve seu cérebro emocional muito tempo antes de desenvolver seu cérebro racional, mas um coração que bate se forma antes destes dois.

– sentimentos como amor, compaixão, apreciação regulam para menos a atuação do sistema nervoso simpático (luta ou fuga) e aumentam a atividade do sistema nervoso parassimpático, seu oposto;

– os batimentos cardíacos acompanham seu estado emocional. Emoções negativas, como medo, raiva, hostilidade dão lugar a ritmos cardíacos irregulares, ao contrário das emoções positivas;

– estados emocionais positivos proporcionam equilíbrio do sistema nervoso aumentando a imunidade, elevando a função hormonal e melhorando a função cerebral.

Doc Childre e Howard Martin, do instituto Hearth Math, afirmam que “pesquisadores começaram, desde os anos 1980, a comprovar que o sucesso na vida depende muito mais da sua habilidade de gerenciar de modo efetivo suas emoções do que sua habilidade intelectual”. E vão mais além ao afirmarem que “a inteligência do coração transfere inteligência às nossas emoções e injeta em nós o poder de gerenciá-las”.

Atualmente, estamos vivendo uma grande mudança: de uma maneira de como a MENTE vê o mundo para uma nova maneira de pensar e viver onde CORAÇÕES e MENTES sentem e percebem o mundo.

À medida que abraçamos este novo mundo, aprendemos a combinar os “sentidos” do coração com a “lógica” cerebral, o que nos auxilia a desenvolver um sistema extremamente potente que nos empodera a gerenciar tudo em nossas vidas.

Durante muitos anos acreditou-se que a inteligência humana, a habilidade de aprender, entender e aplicar o conhecimento, fosse apenas uma das funções cerebrais. Porém, a ciência tem mostrado uma nova inteligência: a inteligência do coração. Durante os últimos trinta anos, pesquisadores e neurocientistas vem demonstrando um alto nível de consciência que tem como sede o coração.

E o que as pesquisas vem mostrando?

1º – O coração possui cerca de 40.000 neurônios, ou seja, possui seu próprio “sistema nervoso”, enviando, recebendo e “trocando” informações com o cérebro, o que afeta a amígdala, o tálamo e o córtex cerebrais.

2º – Desde um ponto de vista biofísico, cada contração cardíaca cria uma onda que empurra o sangue pelo sistema circulatório (artérias e veias) provendo a energia que sincroniza todas as células do corpo, inclusive as do cérebro. Emoções negativas alteram o ritmo cardíaco, tornando-o irregular e desorganizado, o que pode alterar o estado de saúde. Por outro lado, emoções positivas produzem ritmos organizados e harmoniosos, o que aumenta a resistência a infecções e doenças.

3º – De uma perspectiva hormonal, o coração pode ser considerado uma glândula de secreção interna visto que produz o fator natriurético atrial, um peptídeo secretado pelas células do músculo cardíaco cuja função é manter normal o volume e a pressão arterial.

4º – O coração possui um campo eletromagnético. O elétrico é 5.000 vezes mais poderoso que o campo elétrico do cérebro, enquanto seu campo magnético se estende a uma distância de até três metros do corpo.

Estes fatos vêm corroborando aquilo que diversas correntes espirituais vêm afirmando através dos anos: que o coração é o centro de um sistema inteligente que nos permite atingir estados mais profundos do nosso Ser.

Cito como exemplos o “lugar secreto” do hinduísmo, o “coração circuncidado ou circuncisado” no Antigo Testamento e o “sagrado coração” do cristianismo.

Nas tradições milenares, é considerado como um importante centro espiritual e o portal para atingirmos o Eu Superior, o estado de samadhi do ioga, o nirvana do budismo ou o reino dos céus do cristianismo.

Através da inteligência do nosso coração, podemos aprender a controlar conscientemente as nossas emoções, em vez de sermos controlados por elas.

Quando o indivíduo incorpora em si esta inteligência, e a integra com sua mente e suas emoções, ele passa a ter uma consciência plena de sua realidade e de estar conectado a qualquer dos oito aspectos de sua vida. Isto lhe permite alcançar níveis elevados de performance, criatividade, intuição e um melhor ordenamento de seus pensamentos.

Outras vantagens são:

– diminuição das emoções negativas (raiva, tristeza) e aumento das positivas o que lhe permite escolhas melhores para você e seus seres amados (familiares, amigos, etc.);

– diminuição do estresse, ansiedade e preocupações através da alegria, compaixão, apreciação e amor;

– melhoria da clareza e foco mentais, em vez de focar nas coisas que acontecem fora de você;

– criação de um “terreno interno” favorável para a cura de doenças. A natureza cura uma gama enorme de doenças mas só pede uma coisa: que os médicos não a atrapalhem;

– construção de uma reserva enorme de energia que ajuda a enfrentar e superar momentos ruins e/ou caóticos;

– a ativação desta inteligência do coração alinha todas as áreas sua vida com o seu propósito;

– suas relações passam a ser mais autênticas e harmoniosas;

– seus objetivos são alcançados de forma mais rápida e mais fácil.

Mas talvez o achado mais profundo e contundente sobre a inteligência do coração, seja o conceito de coerência interna.

Coerência, neste caso, é definida como o estado de ser extremamente organizado, ordenado e eficiente. Em um sistema deste tipo, todos os seus componentes individuais trabalham em harmonia, sem gasto improdutivo de energia. É um estado de pouco esforço (trabalho) e muitos benefícios visto que todos os componentes trabalham juntos e não uns contra os outros.

Aqui, abro um parênteses para uma reflexão: não seriam as palavras do parágrafo acima uma excelente forma de se pensar a liderança dos tempos atuais?

Este estado tem o poder de unificar todos os sistemas do nosso corpo. Além disso, nos permite experienciar o aqui e agora e entender melhor o fluxo da Vida, com todos os seus altos e baixos.

O mais importante: a inteligência do coração está sempre conosco.

Procure entendê-la e a traga sempre consigo. É através dela que podemos ter as respostas para as questões mais profundas e misteriosas que ninguém consegue responder.

Creio que agora a ciência tem mostrado, de forma inequívoca, tudo aquilo que já estamos cansados de ouvir sobre a necessidade de se equilibrar razão (cérebro) e emoção (coração).

 

 

Autor: Luiz Roberto Fava

 

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