Produtividade = Produto + Atividade

Em plena Era do Conhecimento e da Informação, é inconcebível a realização de qualquer tarefa ou trabalho sem o emprego da tecnologia. E é este seu emprego que vem em auxílio para que as empresas se tornem cada vez mais competitivas, tanto localmente, como globalmente, em um mundo cada vez mais complexo, volúvel, variado, instável, turbulento, incerto, veloz e onde a concorrência cria ambientes ambíguos e vulneráveis. São estas características que fazem Cesar Souza denominar o atual momento corporativo global como um trem bala em uma sinuosa montanha-russa.

            Com isto a palavra PRODUTIVIDADE passou a fazer parte do dia-a-dia das pessoas e das empresas. Não se concebe, no mundo atual dos negócios a ausência desta palavra.

            Ao se buscar o significado de PRODUTIVIDADE, a literatura é rica em definições, tais como:

            – qualidade daquilo que é produtivo;

            – resultado daquilo que é produtivo, ou seja, do que se produz, do que é rentável. É o resultado da capacidade de produzir, de gerar um produto, fruto do trabalho, associado à técnica e ao capital empregado.

            – é a relação entre os meios, recursos utilizados e a produção final;

            – comparação entre a quantidade ou valor do output e a quantidade do valor do input necessário para a produção deste mesmo output;

            – quando algo ou alguém possui a qualidade de ser produtivo;

            – grau de eficiência na utilização de recursos;

            – capacidade de produzir, de gerar um produto, fruto do trabalho, associado à técnica e ao capital empregado;

            – redução do tempo gasto para executar um serviço ou o aumento da qualidade de produtos elaborados, com a manutenção dos níveis de qualidade, sem o acréscimo de mão-de-obra ou aumento de recursos necessários;

            – quantidade de tempo gasto na criação ou fabricação de uma unidade de qualquer produto ou a quantidade de produtos criados ou fabricados numa unidade de tempo. Isto também leva ao conceito de quanto menor o tempo para se lograr um resultado, mais produtivo será o colaborador, a máquina, a empresa, etc.;

            – é trabalhar o dobro, produzir o triplo na metade do tempo.

            – é a expressão da eficiência de qualquer negócio, de uma organização ou de um país;

– nada mais é do que a história dos esforços empreendidos pelo Homem para se libertar da pobreza.

Estas definições e conceitos são sobejamente conhecidos.

            Mas como vivemos em um mundo dualista, ou seja, tudo pode ter dois lados, duas maneiras de se encarar um mesmo fato, a PRODUTIVIDADE também pode apresentar um “lado oculto”, um “segredo”, algo que ainda está por ser “descoberto”.

            Acompanhe meu pensamento: quem trabalha para que uma empresa seja produtiva? Os Seres Humanos, colaboradores que nelas trabalham.

            Este tipo de visão tem levado líderes e gestores a considerar estes Seres Humanos como o grande capital estratégico e, por isso, cada vez mais valorizados. Sem sua presença, não existem empresas, não existem negócios e, consequentemente, não existe produtividade.

            E esta relação entre valorização do Ser Humano e a produtividade, segundo Ramos & Pereira “está na satisfação do colaborador em trabalhar na empresa, ser comprometido com as políticas internas e procedimentos desenvolvidos, relacionando isso às recompensas que terá pelo desenvolvimento de atividades que colaborarão para uma redução de custos que é hoje tudo que as organizações buscam para enfrentar a crise de maneira criativa e com resultados e ganhos a todos, desde diretoria da empresa até o ajudante geral.”

Com esta mudança de visão, muitas corporações já não contratam colaboradores para trabalhar os tradicionais número de horas fixo pautados pela legislação trabalhista, mas os contratam pelos resultados que podem trazer ao seu ramo de atuação.

Todos nós conhecemos colaboradores que trabalham de 10 a 12 horas por dia sem entregar os resultados esperados e outros que, em oito horas de trabalho, conseguem ir além do que era esperado deles.

            Assim sendo, o que poderia diferenciar estes dois tipos de profissionais? Ou seja, trabalhar menos horas e manter ou mesmo ultrapassar níveis crescentes de produtividade.

Quem sabe a resposta esteja naquele “lado oculto” da produtividade.

Nesta linha de pensamentos, sugiro decompor a palavra PRODUTIVIDADE em duas: PRODUTO e ATIVIDADE.

            Acredito que você saiba o que é PRODUTO. Nada mais é do que o resultado final de um processo. É o resultado da produção, de uma transição, de uma negociação, de um esforço, e que se traduz em algum tipo de rendimento, lucro, proveito ou satisfação pessoal.

            Para Kotler & Armstrong “produto é qualquer coisa que possa ser oferecida a um mercado para atenção, aquisição, uso ou consumo e que possa satisfazer um desejo ou necessidade”.     

            Ao se considerar o “desejo ou necessidade” da definição acima, podemos perceber que a palavra PRODUTO também pode ser decomposta em duas outras: PRO e DUTO.

            PRO é um prefixo que significa a favor de, de modo favorável, ou seja, fazer algo em favor de alguém o que, no nosso caso, é representado pelo cliente.

            DUTO é qualquer meio de ligação, aquilo que liga uma coisa a outra. Assim, DUTO representa os meios empregados, aquilo que você ou a empresa desenvolvem para satisfazer um desejo ou uma necessidade do cliente. Também considero DUTO trabalhar com o foco DO cliente e não com o foco NO cliente.  

            Mas para que tudo isso ocorra, é necessária a ATIVIDADE.

            Esta palavra se traduz pela ação, pelo desempenho, pela execução. Em outras palavras, ATIVIDADE significa movimento. E para que haja movimento, é necessário que haja energia.

            Embora ENERGIA seja algo que não se veja, sabemos que ela é imprescindível para a realização de qualquer trabalho. É uma palavra que deriva do grego energeia e que tem vários significados, entre eles vigor, determinação e firmeza. Sem ela nenhum tipo de atividade é desenvolvida ou produzida na confecção ou transformação de algo, ou seja, algum tipo de mudança.

            Desta forma qualquer trabalho ou atividade significam apenas uma transferência de energia. Ex.: se quisermos movimentar um corpo, é necessário que algum tipo de energia seja a ele transferido para que este corpo realize um movimento.

            A verdade é que sem energia não há trabalho, não há movimento, não há atividade e, sem nada disso, não haverá produto.

            E onde não há nem atividade e nem produto, não vai existir produtividade.

            Por tudo isso, podemos chegar a um novo conceito de produtividade:

            PRODUTIVIDADE É A ENERGIA DISPENDIDA PELOS SERES HUMANOS PARA CRIAR E DESENVOLVER PRODUTOS EM PROL DE OUTROS SERES HUMANOS, PARA SATISFAZER SEUS DESEJOS E SUAS NECESSIDADES.

            Esta nova definição sugerida pode mostrar o “lado oculto” que me referi no início deste texto.

            E este novo conceito pode justificar uma nova visão, onde o lucro e a rentabilidade de um negócio só acontecerão APÓS a atuação dos Seres Humanos (colaboradores) terem empenhado suas energias física e mental na realização das suas tarefas.

            Daí a visão da importância dos Seres Humanos na realização e participação em qualquer atividade, da sua valorização e da sua importância.

            E esta importância é muito bem traduzida pelas palavras de Zig Ziglar, onde ele afirma: “você não constrói um negócio. Você constrói pessoas e, então, pessoas constroem negócios.”

            Acredito que este novo conceito de PRODUTIVIDADE possa explicar porque existem pessoas que trabalham muito e produzem pouco e existem pessoas que trabalham pouco e produzem muito.

Autor: Luiz Roberto Fava

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